segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

"Quem nunca errou que atire a primeira pedra"


Há dias estava num daqueles dias em que múltiplos ingredientes se unem para dar origem a uma receita desastrosa. Dormir pouco, ansiedade, com o corpo ainda a recuperar da gripe fazem com que andemos sem paciência e com o nosso nível de tolerância bastante baixo. Bastou algo sair 1 mm do planeado, ou daquilo que considero correcto, e a guerra instalou-se. Dado ao estado de alma, a guerra foi por motivos ridículos e sem qualquer importância, mas deu-me para reflectir.

Visto que ninguém tem tempo a perder, vamos imediatamente passar à questão fulcral: quantas e quantas vezes nós não temos as armas prontamente apontadas para os pequenos erros dos outros?! Julgamos as pessoas, catalogamos os nossos pares a partir de pequenas atitudes. Para os outros não há desculpas válidas como: teve insónias, está com problemas familiares ou está doente. Não, o primeiro pensamento, vá lá, 70% das vezes é: "este passou-se" ou então "sempre foste assim e nunca dei por nada?". Quantas e quantas vezes nós não temos uma primeira má impressão que se vem a verificar que um erro de julgamento nosso? Porque é que nos isto acontece?

Tal como nós esperamos que quem nos rodeia perdoe os nossos (sempre) pequenos erros, apenas porque hoje não estamos nos nossos dias, vamos tentar ser compreensivos para com eles, tentar perceber o porquê de tal atitude e se possível ajudar com alguma coisa que possamos fazer... A melhor forma de mudar o mundo, é mudar o mundo de alguém que nos está próximo!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Guia: Como passar o tempo quando se está com gripe


Após 48h de cama com gripe o único tema que consigo abordar é a gripe. Muito criativa, eu sei... 
Mas temos que tentar ver as coisas pelo lado positivo. Tenho a certeza que não sou a única atacada por este vírus maléfico e assim vou ajudar-vos dando dicas de como passar estes dias em que estamos de cama, cheios de dores e mal-estar.


O que fazer?

  1. Dormir. Já que não nos podemos levantar para trabalhar/estudar podemos aproveitar o tempo  para sabiamente dormir e descansar. 
  2. Ver filmes. Quando já não conseguimos dormir mais, temos que passar aos planos B, C, ... Filmes que vi e recomendo:
        • Whiplash: 8,7 na classificação do IMDb e é realmente muito bom. Longe de ser o cliché dos filmes de Hollywood e com uma história cativante.
        • The judge: um bom filme. Não o achei tão inovador como o Whiplash, mas mesmo assim foi brindado com boas representações e com uma boa realização.
        • Before I go to slepp: adoro a Nicole Kidman, o Collin Firth e thrillers misteriosos, daqueles que têm suspense do principio ao fim. Penso que o andamento do filme é um bocadinho parado, mas mesmo assim gostei.
 3. Ver TV. São programas como Keeping up with the Kardashians que nos distraem e têm a capacidade de nos por a pensar em absolutamente nada, o que é fundamental para o descanso da mente.

4. Por último e não menos importante. Fazer absolutamente nada. Olhar para o vazio, vegetar e descansar o corpo para que ele seja capaz de fazer o seu trabalho, combater o inimigo.

Claro que o paracetamol, ibuprofeno, chá de limão e outras mezinhas são fundamentais para estes dias. Arriscaria afirmar que têm a capacidade de passarem a ser os melhores amigos! Mas infelizmente, o nosso corpo não é de ferro e de tempos a tempos temos estes micróbios/vírus malvados que têm a capacidade de abalar o nosso sistema imunitário. 

Se estás na mesma situação que eu as melhoras! 





segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Je suis Charlie

Esta foi uma semana que irá certamente ficar na história, infelizmente não pelos melhores motivos. À semelhança do 9/11, mas com uma magnitude menor, houve um grande atentado aos valores ocidentais. A liberdade é um bem de primeira necessidade que nós não abdicaremos dele, nunca. E deixa-me muito feliz ver que tal como em NY no após o 11 de Setembro, em Paris e na Europa em geral, nos dias seguintes ao atentado saiu à rua enfrentando os seus medos, para se impor a estes actos terroristas. 

Mas nem tudo é um mar de rosas, há uma grande polémica à volta do uso da expressão "Je suis Charlie", muitos crêem que a liberdade de expressão foi ultrapassada em alguns cartoons (a minha liberdade acaba quando começa a tua), outros enaltecem este trabalho dizendo que em Portugal não há ninguém com coragem o suficiente para chegar aos calcanhares destes cartonistas. 
Eu penso que cada um tem os talentos que tem, cada um tem as crenças que tem, e ainda cada um tem o feitio que quem, agora nada te dá o direito de tirar uma vida a quem quer que seja. E "Je suis Charlie" porque acredito na liberdade, luto pelos meus ideais, à minha maneira; e acima de tudo estou solidária com todas as vítimas e seus familiares. 

Os meus pensamentos e orações também vão para os nossos primos muçulmanos. Uma coisa é ser-se radical como os que provocaram estes atentados, que deturpam a sua doutrina a 200%; outra coisa é por todos os muçulmanos no mesmo saco, por ignorância e maldade. 




segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

"Esquece e perdoa"


Há dias, durante estas mini-férias, estava a ler o "Guerra e Paz" e deparei-me com um conjunto de afirmações que me levaram à reflexão. Passo a citar : " ... Não penses que a desgraça vem das pessoas. As pessoas são um instrumento d'Ele. ... A desgraça é mandada por Ele, e não pelas pessoas. Os homens são um instrumento d'Ele, não têm culpa. Se achares que alguém é culpado para contigo, esquece e perdoa. Não temos o direito de castigar. E compreenderás a felicidade de perdoar."

Antes demais estas afirmações remetem para a existência de Deus. A minha opinião pessoal é que a vida é demasiado perfeita para não haver algo superior a comandar as coisas. Existe evidência científica que comprova a minha teoria, mas este não é o ponto para hoje.

Depois, nós temos uma tendência inata em evidenciar os nossos próprios defeitos nas outros (além dos outros defeitos que eles já possuem). É algo que não é correcto, é horrível, mas acima de tudo é humano. Nós nascemos e iremos sempre viver num estado de imperfeição. Tenho muita pena de nunca conseguir alcançar um estado próximo da perfeição, mas é assim a vida.
Agora a aproximação desse tal estado "perfeito" implica reconhecer e justificar as más atitudes dos outros.  Sem dúvida que a forma mais fácil é pensar que Ele controla tudo e que nós pouco ou nada temos haver com isso. Como tal teremos que respeitar os ensinamentos d'Ele e não devemos ter a ousadia de conotar negativamente essas atitudes, mas este pensamento nunca me tinha passado pela cabeça antes.

Todos nós já encontramos alguém, falando com simplicidade, que nos tenha feito mal. O nosso primeiro pensamento é catalogar esse indivíduo como "mau" e mesmo que perdoamos nunca damos uma real segunda oportunidade. Resumindo numa famosa frase: "eu perdoo, mas não esqueço". O perdão aqui nunca é de 100%...

Aquela afirmação é algo que nos eleva no nosso estado de imperfeição e consequentemente, quer queiramos quer não, de felicidade. Todos nós merecemos respeito, todos nós erramos, todos nós já tivemos más experiências antes e continuaremos a ter ao longo da vida. Agora cabe-nos saber lidar com isso, dar o passo em frente, perdoar e esquecer essas atitudes. Só assim conseguiremos ser maiores.